
Só a mulher entre as coisas envelhece.
Penso que a Paz é uma construção diária; sonhamos com ela fazendo dela o objetivo maior de nosso desejo. Penso também que todo sonho precisa ser trazido para o mundo real onde será estabelecido. Assim, procuro neste espaço transformar o meu sonho em realidade, mesmo que essa realidade ainda seja um pouco distante.



Hoje, 2 de novembro, Dia de Finados, reverenciamos os nossos mortos queridos, esquecidos e desconhecidos, heróis e algozes, perseguidos e perseguidores, condutores de almas, construtores da felicidade, do conhecimento e da arte, da alegria e do prazer, da saúde e da paz, também os construtores de todas as dores e doenças.
Reverenciamos enfim, toda a humanidade de Espíritos que há milhões de anos vem, num eterno ir e vir, fazer cumprir o seu destino final: voltar à presença do Pai através do suor do próprio rosto, num trabalho árduo, mas também belo de construção de personalidades, para que num futuro muito próximo as virtudes sejam as características principais dos homens que habitarão a terra prometida por Jesus.
Namastê
"Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei”.



Vencido pela profunda angústia da minha mágoa, despertei quando o jovem rosto da manhã adornado de luz e o mar de nuvens viajeiras, me convidaram para o banquete do dia.
Levantei e percebi que não fora um pesadelo... A presença da sua ausência era a mais pura e triste realidade...
Não sei dizer ao certo se é a presença da ausência ou a ausência da presença, ou, talvez seja, simplesmente, saudade...
Lá fora tudo respirava perfume e os braços do vento, carregando o pólen da vida, cantavam nos ramos do arvoredo delicada canção...
Saí a correr, tentando fugir da furna escura dos meus padecimentos.
A presença invisível do bem-amado fazia-me arder em febre de ansiedade, enquanto os pés ligeiros das horas corriam à frente impondo-me fadiga e desconforto...
Embriagado pela saudade, meu ser ansiava pela paz...
Em vão tentei exaurir as forças para livrar-me da dor, mas não lograva libertar-me do punhal da melancolia cravado no coração, e da lembrança da sua ausência...
Quando, enfim, a tarde se escondeu ao longe das montanhas altaneiras, outra vez tombei em mim mesmo, extenuado e só...
Naquele momento desejei que o Todo Poderoso me dominasse com os fortes recursos da soberana misericórdia, livrando-me de mim mesmo...
Parecia que não mais suportaria o espinho da saudade cravado em meu peito, já dorido e exausto...
A ausência da sua presença queimava as fibras mais sutis da minha alma.
E a presença da sua ausência feria-me o coração dilacerado e só...
A noite devorou o dia, e, ao escancarar a sua boca negra, mostrou a primeira estrela engastada no manto escuro, vencendo as sombras...
Minutos depois, miríades de astros brilhantes compuseram o diadema da vitória total da luz...
Só então, solitário e meditativo, compreendi como a minha canção de dor chegara aos ouvidos do Criador, que me respondeu em vibrações fulgurantes de esperanças à distância...
Só então compreendi que não há escuridão que resista a um simples raio de luz, e decidi acender a chama da esperança em minha alma.
E, só então, pude ouvir o Sublime Cancioneiro do silêncio e Suas melodias repletas de sons e paz, convidando-me a confiar em Seu infinito poder e entregar-me aos braços suaves da esperança...




Tarde de domingo, 05 de setembro de 2010, fui a Rio Preto para assistir ao filme "Nosso Lar".
Certo que a minha expectativa era enorme.
Primeiro porque sou espírita, e é muito bom ver aquilo que cremos ser divulgado com o propósito de tornar melhores e encher de esperanças milhares de corações;
Segundo: porque li e estudei o livro (com narrativa de André Luiz, psicografado por Chico Xavier) e por isso guardo no meu coração que é certo, que é verdade que estas cidades como o "Nosso Lar" são reais.
Senão como seria a vida depois da morte? Onde viveríamos, considerando que o Espírito sobrevive à morte do corpo?
Enfim, eu adorei o filme, achei de excelente qualidade e bom gosto. Achei que os temas que foram escolhidos para serem abordados foram ótimos.
Fiquei feliz, a Doutrina Espírita está ganhando mundo!



Aqueles que dizem: Senhor! Senhor! Não entrarão todos no reino dos céus; mas somente entrará, aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus. Vários me dirão naquele dia: Senhor! Senhor! Não profetizamos em vosso nome? Não expulsamos os demônios em vosso nome e não fizemos vários milagres em vosso nome? E então eu lhes direi claramente: Retirai-vos de mim, vós que fazeis obras de iniqüidade. (São Mateus, cap. VII, v. 21, 22, 23).
"E Jesus vendo a multidão subiu num monte, e sentando-se, aproximaram-se dele os discípulos.
E abrindo a sua boca, os ensinava, dizendo:
Bem-aventurados os pobres de espírito, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os mansos, porque herdarão a terra.
Bem-aventurados os que tem fome e sede de Justiça, porque serão fartos.
Bem-aventurados os misericordiosos, porque encontrarão a Misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a face e Deus.
Bem-aventurados os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da Justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem, perseguirem e mentirem, dizendo todo mal contra vós por minha causa.
Exultai e alegrai-vos, porque é grande vosso galardão nos céus, porque assim perseguiram os profetas que foram antes de vós."
Observai os pássaros do céu: não semeiam, não ceifam, nada guardam em celeiros; mas, vosso Pai celestial os alimenta. Não sois muito mais do que eles? - e qual, dentre vós, o que pode, com todos os seus esforços, aumentar de um côvado a sua estatura?
Por que, também, vos inquietais pelo vestuário? Observai como crescem os lírios dos campos: não trabalham, nem fiam; - entretanto, eu vos declaro que nem Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. - Ora, se Deus tem o cuidado de vestir dessa maneira a erva dos campos, que existe hoje e amanhã será lançada na fornalha, quanto maior cuidado não terá em vos vestir, ó homens de pouca fé!
Não vos inquieteis, pois, dizendo: Que comeremos? ou: que beberemos? ou: de que nos vestiremos? - como fazem os pagãos, que andam à procura de todas essas coisas; porque vosso Pai sabe que tendes necessidades delas.
Buscai primeiramente o reino de Deus e a sua justiça, que todas essas coisas vos serão dadas de acréscimo. - Assim, pois, não vos ponhais inquietos pelo dia de amanhã, porquanto o amanhã cuidará de si. A cada dia basta o seu mal. (MATEUS)
Tudo neste mundo tem seu tempo;
cada coisa tem sua ocasião.
Há um tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de construir.
Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar;
tempo de chorar e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar e tempo de afastar.
Há tempo de procurar e tempo de perder;
tempo de economizar e tempo de desperdiçar;
tempo de rasgar e tempo de remendar;
tempo de ficar calado e tempo de falar.
Há tempo de amar e tempo de odiar;
tempo de guerra e tempo de paz.
Eclesiastes 3, 1-8